quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Dia bom


Com o perdão de Cartola, hoje não disfarço para chorar meu lamento.

Hoje não disfarço pra nada. O disfarce não furtará a verdade, não roubará o anelo pela alegria.

Alegria que rege o dia, que finda ciclos e recomeça fases. Alegria que saudosa é dos dias de outrora, mas que deseja livremente vivenciar o presente, o agora.


A alegria de hoje me faz pausar o dia para que esse não acabe. Me faz acelerá-lo para que a velocidade traga ainda mais emoção e, ao final, me faz retrocedê-lo, para que o gozo recomece.

Hoje quero comemorar a vida, o dia, o minuto. Celebrar o que aconteceu e o que ainda está para chegar. Viver e respirar o júbilo que não sinto, necessariamente, a todo instante, mas que sei que me é alcançável, conquistável, e que me aguarda, como um filho em dia de promessa de pai.

Hoje quero rir. Hoje quero me apaixonar. Hoje quero as duas coisas [juntas].

Hoje não disfarço, não choro, não temo.  Engraçado que não acordei feliz: o dia começou escuro, mas foi clareando ao passar das horas e dando espaço à exultação.

É que não temo mais a dias escuros. Porque venho aprendendo a iluminá-los.

Que o dia, hoje, seja claro. Iluminado.

Que o dia seja fluorescente. Que o dia seja tagarela. Que o dia seja joia.

Que o dia seja bom.



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